Por Rui Cartaxana
In Record
"Se alguém disser que o futebol português se presta a grandes e bem sucedidos negócios e que, em seu nome, se facturam hoje mais de 3 000 milhões € (700 milhões de contos em moeda antiga), poucos acreditarão. O homem comum tem do futebol a imagem de um universo de mafiosos e caloteiros, que explora o clubismo doentio dos adeptos dos clubes -mas também a de um mundo de negócios meio escuros, meio falidos, que não paga ao Fisco nem à Segurança Social e tem problemas com a PJ.
Passando por cima da imagem social e pública deplorável que lhe colaram os seus dirigentes, diga-se que, se é certo que os mais importantes clubes de futebol movimentam milhões, eles estão todos falidos e nas mãos de credores, em particular da Banca. A gestão dos clubes é simplesmente calamitosa. Compram-se todos os anos centenas de estrangeiros (neste momento, na I Liga jogam 244 estrangeiros e 206 portugueses), há clubes cujas equipas têm apenas 2 a 3 portugueses em plantéis com 18/20 estrangeiros, como os do Paraíso Desportivo da Madeira, as receitas de televisão foram vendidas ao desbarato ao sr. J. Oliveira, que enriqueceu à custa do futebol, fingindo que ajudava os clubes (este é um assunto a merecer, só por si, um tratamento à parte).
Isto enquanto, outros “terceiros”, como os chamados “empresários de futebol” ou “agentes FIFA” dominam o mercado de jogadores, “impondo” a técnicos e dirigentes resmas de futebolistas de 2ª e 3ª classe, comprados na origem a baixo preço (como dizia há dias corajosamente o presidente do SNJP, Joaquim Evangelista, “os empresários é que determinam o tipo de contratação, porque o jogador que vem custou mil e é vendido por dez mil”), com os quais geram enormes mais valias, que aqueles comissionistas distribuem depois pelos “intervenientes”.
À margem destes rios de dinheiro, o futebol gera hoje centenas de milhões de € de retorno ao investimento que marcas e grandes empresas fazem em patrocínios. Segundo os números oficiais das próprias marcas e empresas, o futebol português gera retornos impressionantes. A PT arrecadou só na época 2007/08, no conjunto do grupo (PT, Meo, Sapo e TMN), nada menos de 260 milhões de €, o BES 126 milhões, a Galp Energia 88,4 milhões, a Sagres 78,2 milhões, o BPI 47,8 milhões, a Coca Cola 46 milhões, a Vodafone 28 milhões, a CGD 21 milhões, e por aí fora!
É um fartar, senhores doutores, que os da bola, a começar pelos jogadores (na verdade, a origem insubstituível destes montes de dinheiro), ou não “ligam” ou estão virados para umas comissõezinhas, que são coisas oficializadas. Das contas (publicadas) do FC Porto SAD, constam os pagamentos a intermediários de mais de 7 milhões € só no período entre 1 de Julho de 2005 e 31 de Dezembro de 2007. Isto são 10% da factura, é só fazer as contas, como dizia o eng. Guterres."
Felizmente para os Benfiquistas, o Glorioso com Luís Filipe Vieira foi o pioneiro na valorização das Marcas, e está a ser inovador na valorização dos direitos televisivos. Com Rui Costa está a recuperar terreno na gestão e valorização dos passes dos jogadores.
In Record
"Se alguém disser que o futebol português se presta a grandes e bem sucedidos negócios e que, em seu nome, se facturam hoje mais de 3 000 milhões € (700 milhões de contos em moeda antiga), poucos acreditarão. O homem comum tem do futebol a imagem de um universo de mafiosos e caloteiros, que explora o clubismo doentio dos adeptos dos clubes -mas também a de um mundo de negócios meio escuros, meio falidos, que não paga ao Fisco nem à Segurança Social e tem problemas com a PJ.
Passando por cima da imagem social e pública deplorável que lhe colaram os seus dirigentes, diga-se que, se é certo que os mais importantes clubes de futebol movimentam milhões, eles estão todos falidos e nas mãos de credores, em particular da Banca. A gestão dos clubes é simplesmente calamitosa. Compram-se todos os anos centenas de estrangeiros (neste momento, na I Liga jogam 244 estrangeiros e 206 portugueses), há clubes cujas equipas têm apenas 2 a 3 portugueses em plantéis com 18/20 estrangeiros, como os do Paraíso Desportivo da Madeira, as receitas de televisão foram vendidas ao desbarato ao sr. J. Oliveira, que enriqueceu à custa do futebol, fingindo que ajudava os clubes (este é um assunto a merecer, só por si, um tratamento à parte).
Isto enquanto, outros “terceiros”, como os chamados “empresários de futebol” ou “agentes FIFA” dominam o mercado de jogadores, “impondo” a técnicos e dirigentes resmas de futebolistas de 2ª e 3ª classe, comprados na origem a baixo preço (como dizia há dias corajosamente o presidente do SNJP, Joaquim Evangelista, “os empresários é que determinam o tipo de contratação, porque o jogador que vem custou mil e é vendido por dez mil”), com os quais geram enormes mais valias, que aqueles comissionistas distribuem depois pelos “intervenientes”.
À margem destes rios de dinheiro, o futebol gera hoje centenas de milhões de € de retorno ao investimento que marcas e grandes empresas fazem em patrocínios. Segundo os números oficiais das próprias marcas e empresas, o futebol português gera retornos impressionantes. A PT arrecadou só na época 2007/08, no conjunto do grupo (PT, Meo, Sapo e TMN), nada menos de 260 milhões de €, o BES 126 milhões, a Galp Energia 88,4 milhões, a Sagres 78,2 milhões, o BPI 47,8 milhões, a Coca Cola 46 milhões, a Vodafone 28 milhões, a CGD 21 milhões, e por aí fora!
É um fartar, senhores doutores, que os da bola, a começar pelos jogadores (na verdade, a origem insubstituível destes montes de dinheiro), ou não “ligam” ou estão virados para umas comissõezinhas, que são coisas oficializadas. Das contas (publicadas) do FC Porto SAD, constam os pagamentos a intermediários de mais de 7 milhões € só no período entre 1 de Julho de 2005 e 31 de Dezembro de 2007. Isto são 10% da factura, é só fazer as contas, como dizia o eng. Guterres."
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O Rui Cartaxana está com a "pedalada toda"! Seria importante que outras pessoas tivessem também a coragem de colocar o dedo na ferida: Má gestão dos activos intangíveis dos clubes - Marcas, Direitos televisivos e Passes de jogadores!Felizmente para os Benfiquistas, o Glorioso com Luís Filipe Vieira foi o pioneiro na valorização das Marcas, e está a ser inovador na valorização dos direitos televisivos. Com Rui Costa está a recuperar terreno na gestão e valorização dos passes dos jogadores.


