12 de Julho de 2009

A ironia de Pinto da Costa, ironicamente, não é ironia

QUAL é a melhor maneira de credibilizar um Parlamento abalado pelo episódio do ministro que fez corninhos na direcção de um deputado? Talvez tentar restituir-lhe o prestígio convidando para almoçar um dirigente desportivo que cumpre pena de suspensão de dois anos por tentativa de corrupção. Foi o que fizeram algumas dezenas de deputados. A ideia é excelente, claro, mas apesar de tudo não é original. O almoço anual de Pinto da Costa na Assembleia da República já é uma tradição. Sabia-se que as escutas tinham sido ignoradas pelo tribunal, agora sabe-se que também foram ignoradas pelo Parlamento. Só espero que os organizadores tenham tido o bom senso de retirar da ementa da patuscada a fruta e o café. Podiam ser pretexto para conversas embaraçosas.

No fim do almoço, houve a «habitual ironia» de Pinto da Costa. Sempre que o presidente do Porto abre a boca, a imprensa regista-lhe a «habitual ironia». A «habitual ironia» de Pinto da Costa é extremamente curiosa, sobretudo porque, sendo habitual, raras vezes é ironia. E é frequente que as suas declarações escarneçam mais do próprio do que do alvo que pretendem atingir. Recordo o dia em que, depois de uma derrota do Porto por 4-0, o jornalista perguntou a Pinto da Costa se era caso para dizer que o Porto não tinha estado presente naquela noite europeia. Pinto da Costa, cuidando estar a zombar do jornalista, disse que não, uma vez que, se o Porto não estivesse estado presente, o resultado teria sido 0-0. Acabou, como é óbvio, por troçar de si próprio, porque pelos vistos a equipa que ele dirige consegue melhores resultados quando não joga. Normalmente, quando Pinto da Costa julga que está a fazer figuras de estilo, está na verdade a fazer figuras tristes.

Entre Maio de 2003 e Julho de 2009, o Porto facturou 322,64 milhões de euros em transferências de jogadores. As contas do clube, apresentadas no mês passado, indicam que o passivo subiu para 144,8 milhões de euros (aumento de mais de três milhões em comparação com o ano anterior), e que a SAD teve um prejuízo de 6,4 milhões de euros. É a equipa que mais factura no Mundo, e ainda assim dá prejuízo. Ora aqui está (até que enfim) uma ironia — e das grandes. É possível que seja esta a celebrada ironia de Pinto da Costa. À atenção dos jornalistas.

ONTEM, o Sporting perdeu com uma equipa da segunda divisão inglesa. Estamos ainda no princípio, evidentemente. O treinador é novo, os reforços são mais que muitos, e por isso é natural que esta equipa ainda não funcione. Mais cinco ou seis anos de trabalho e julgo que este Sporting poderá mesmo começar a cilindrar equipas de escalões secundários. Rochemback bem avisou que o Sporting era o mais forte do campeonato. O problema é que, com Rochemback, nunca sabemos se forte significa potente, ou se estamos perante aquele eufemismo que se usa para não dizer gordo, como na frase «A tia Fernanda era uma senhora magra, mas agora é a mais forte do prédio».

Por Ricardo Araújo Pereira, Edição 12 Julho 2009 - Jornal "A Bola"

11 de Julho de 2009

Ainda os direitos televisivos ...




Uma das (in)decisões mais estranhas dos últimos anos ao nível empresarial, é sem dúvida a falta de determinação da ZON em levar a Benfica TV para a sua grelha। As informações, algo avulsas, apontam para exigências do Benfica perfeitamente aceitáveis, que incluem valores fixos e alguns patrocínios, nomeadamente das bancadas।

Estranho, que uma empresa perca 200.000 clientes mínimo, directos (saídas da ZON) e indirectos (novos clientes), o que significa uma redução da facturação mensal na ordem dos 10 milhões de euros e anual de 120 milhões de euros, não esteja disponível para investir uma parte do que perde mensalmente, numa parceria anual com o Benfica.

O que pensam os seus principais accionistas desta gestão?

Só posso estar ERRADO mas parece estar a ZON condicionada pela estratégia de outros, pois é difícil de explicar à luz das teorias da gestão, o contra-senso por que esta empresa passa.

Mas será para o Benfica importante aceder à plataforma da ZON?

Eu acho que seria muito importante no curto e médio prazo e absolutamente decisivo no longo prazo. Vejamos porquê.

No curto e médio prazo, aceder à plataforma da ZON significaria um aumento inequívoco das audiências (a BenficaTV chegaria a mais 1,5 a 2 milhões de lares) com benefícios imediatos na divulgação da marca Benfica, dos seus patrocinadores e claro aumento da publicidade.

No longo prazo, nomeadamente, aquando da renegociação dos direitos televisivos do futebol, a Benfica TV estando disponível em todas as plataformas chegaria a cerca de 3 milhões de lares. Neste enquadramento, o pay per view passaria a ser uma opção com enorme probabilidade de sucesso.

Repare-se que se apenas 10% do universo aderisse a um jogo do Benfica, isto significaria, um valor de 1,5 milhões de euros (300.000 lares * 5 euros). Se pensarmos em 15 jogos no Estádio da Luz, teríamos um valor na casa dos 22,5 milhões de euros.

De notar, que este valor poderia ser largamente ultrapassado se nos lembrarmos dos clássicos e de outros jogos decisivos na atribuição de um título. Quer pelo aumento da penetração no universo de lares e/ou o aumento do valor unitário do conteúdo, facilmente se podia atingir os 30, 40 ou mesmo 50 milhões de euros.

Se estamos perante uma situação win win para o Benfica e a ZON, como se explica a falta de vontade da ZON em chegar a um acordo com o Benfica? Apesar de perder clientes diariamente e deixar de ter a possibilidade de conquistar outros tantos, a ZON mantém-se intransigente, porquê? Como justifica a ZON a disponibilidade para perder 120 milhões de euros de facturação por ano e não estar disponível para investir 5 ou 6 milhões de euros por ano na Benfica TV e em patrocínios?


Estará a ZON a defender interesses que não são os seus? Como é possível que os principais accionistas da ZON permitam a gestão danosa da administração? Será que apenas com a renovação dos direitos televisivos com Joaquim Oliveira e consequentemente com a Sporttv poderá a Benfica TV aceder à plataforma da ZON?

Serão os adeptos do Benfica obrigados a continuar a penalizar a ZON, para esta empresa perceber que o boicote que fizeram ao lançamento da Benfica TV e a sua continuada animosidade a este grande projecto do Benfica, apenas contribui para penalizar as duas partes?

Muitas perguntas ficam para quem quiser sugerir respostas!

10 de Julho de 2009

Está lá???!!!!!


- Estou?!!!!

- Boa tarde.

- Boa tarde??!!!!

- Estou a falar com o Sr. José Oliveira?

- Está sim?!!!!!

- Daqui fala ….. da Zon TVCabo. Tem uns minutos, Sr. Oliveira?

- Diga.

- Sabemos que já foi cliente Zon e gostaríamos de lhe apresentar uma promoção que estamos a realizar, pode ser?

- Minha Senhora, terei todo o gosto em saber da sua promoção…..

- Estam….

- …. no dia em que tiverem incluído o canal BenficaTv na vossa de lista de canais.

- Não me diga que rejeita a possibilidade de pagar menos só por causa de um canal?!!!!

- É como lhe digo. Fale com o seu patrão e peça-lhe para negociar com o Benfica a possibilidade de incluir o canal BenficaTv. Terei todo o gosto em falar consigo depois disso. Uma muito boa tarde e com licença.

Tudo pelo Benfica, Nada contra o Benfica

9 de Julho de 2009

Quem não for do Real Madrid não é bom chefe de família

Foi um início de semana muito rico em acontecimentos mitológicos no que respeita à cultura popular. Os sociólogos só podem estar encantados. Enquanto de um lado do mundo os fãs enterravam Michael Jackson, o indisputado rei da pop, do outro lado do mundo os fãs acolhiam em delírio Cristiano Ronaldo, o astro maior do futebol mundial.

Às multidões de devotos que extravasaram os palcos de Los Angeles e de Madrid somem-se os biliões de telespectadores que seguiram os dois acontecimentos em causa, o fúnebre e o festivo, e chega-se à conclusão de que, nos últimos dias, globalmente não se falou noutra coisa.

Ídolos, é este o poderoso assunto.

Deixemos Michael Jackson em descanso, enterrado no seu caixão de ouro como um faraó e, não obstante, facturando milhões depois de morto, para nos concentrarmos no nosso Cristiano Ronaldo, esse prodígio de saúde, louvado por um circo a abarrotar, recebido com um cerimonial e uma paixão de tal forma incomensuráveis que os donos da sua nova casa até mandaram arear as melhores pratas da histórica baixela e dispuseram-nas no relvado para compor o cenário.

É de temer que os portugueses, que vivem um pico alto da sua genética crise de auto-estima, se tenham comovido demais com o evento. Isto pode ser grave. Desde a crise de 1580-1640, desde o tempo dos Filipes, desde os saldos da Zara de 1997, que não se via em Portugal uma reverência tão profunda pelos nossos vizinhos do lado. E sem que fosse preciso desembainhar a espada.

Florentino Pérez primeiro avançou com o dinheiro. Depois avançou com o espectáculo e o resultado está à vista. O presidente do Real Madrid executou maravilhosamente o trabalho de cativação emocional tuga que gerações de diplomatas castelhanos não souberam fazer ao longo da História dos dois países.

Não é que os 9 milhões de portugueses queiram agora, de repente, ser todos espanhóis. A coisa é mais precisa e mais perigosa.

O que acontece é que depois de termos visto a recepção que em Santiago Bernabéu se fez ao nosso compatriota não há português que não queira, não deseje, não sonhe ser um dia funcionário do Real Madrid. E fazer parte daquela afición aceitando o convite de Pérez para que nos juntássemos de alma e coração aos felizes hinchas madrilenos, a que nada falta como ficou provado.

Nem sequer Eusébio lhes faltou, o que é incrível. Foi conduzido à capital espanhola, de livre vontade, o rei português que roubou ao Real Madrid a Taça dos Campeões de 1963. Seriam 10 e não 9 as Taças dos Campeões no relvado, atrás de Cristiano Ronaldo, se Eusébio, mercê de uma actuação histórica, não tivesse virado a favor do Benfica, e contra todas as expectativas, aquela longínqua final de Amesterdão.

Oitenta e cinco mil adeptos do Real Madrid assinaram, por fim, as tréguas e saudaram o rei português cantando-lhe o nome durante alguns minutos. Eusébio retribuiu (ainda) em português com um «muito obrigado» e, dito isto, entregou-lhes o delfim, o rapazinho.

As câmaras apontaram então para as bancadas e focaram uma bandeira portuguesa agitada por um grupo de fãs de nacionalidade indistinta. «Pronto, já está!», pensaram ufanos os defensores da Grande Ibéria. «Pronto, já fomos», pensaram os outros, vagamente incomodados por verem 9 séculos de independência acabarem assim, tão facilmente, num campo relvado de futebol.

O desvelo, a religiosidade, a pompa com que os madrilenos receberam Cristiano Ronaldo, cativaram o débil coração dos portugueses. Era como se aquilo tudo fosse também um bocadinho para cada um de nós, tão mal estimados que nos sentimos perante nós próprios e perante as comunidades internacionais.

É que, na verdade, nada temos de digno, de importante, de impressionante para oferecer aos estrangeiros como exemplo e símbolo das nossas capacidades colectivas. As nossas celebridades internacionais mais recentes optaram quase todas por fugir do País. Maria Helena Vieira da Silva fugiu para Paris, José Saramago refugiou-se em Lanzarote e Maria João Pires está de malas feitas para o Brasil porque não aguenta isto.

Resta-nos Cristiano Ronaldo que não fugiu para Madrid, antes foi comprado a peso de ouro transformando-se numa glória da nossa depauperada economia.

Há que temer o que se vai suceder a partir de agora.

Porque quem não for do Real Madrid não é bom português. Vão-nos obrigar a sofrer pelo Real Madrid, a estar atentos à Liga espanhola e ao percurso dos gigantes de Chamartin na Liga dos Campeões. Vão-nos obrigar, a troco de entretenimento de qualidade superior, a sermos do Real Madrid e, sem darmos por isso, rapidamente estaremos a comprar a Marca nos quiosques para nos inteirarmos do que nos interessa.

No entanto, haverá sempre uma franja de marginais, indivíduos retorcidos, operacionais da dissidência, que vão pensar de modo precisamente contrário. Desejando, naturalmente, os melhores sucessos à carreira de Cristiano Ronaldo, passarão a torcer furiosa e patrioticamente pelo Barcelona porque cada vitória do Barcelona é uma vitória da prática autonómica e cada derrota do Real Madrid é uma derrota do capitalismo selvagem.

Força Barça!

Luís Filipe Vieira foi reeleito presidente do Benfica e nunca mais vai ter de se incomodar com Bruno Carvalho, o candidato que derrotou por uma margem que não deixa margem para dúvidas. A afluência às urnas foi absolutamente notável tendo em conta o lamentável desenrolar dos acontecimentos que marcaram o período da campanha eleitoral.

Fizeram muito bem os responsáveis pelo movimento Benfica, vencer, vencer em desistir de qualquer acção judicial que pusesse em causa a legitimidade do acto eleitoral bem como do seu resultado final.

Fará muito bem Luís Filipe Vieira em partir para o seu terceiro mandato ciente da importância decisiva do percurso da equipa de futebol nos próximos três anos e despreocupado com os dois por cento de votantes em Bruno Carvalho, sem deixar, no entanto, de respeitar essa amostra de vozes contrárias.

Mas será bom que se preocupe a sério com os cinco por cento de sócios que se deram ao trabalho de se deslocar até às assembleias eleitorais para votar em branco. É este o trabalho que Vieira tem pela frente. Vieira e Jesus, naturalmente.

Falcao vai para o FC Porto. Falcao não vai para o FC Porto. Ou vai? E Reyes? Vai ou não vai? Estas coisas, de estafadas que estão, já nem mexem muito com a gente.

Por Leonor Pinhão - Edição 09 de Julho - Jornal "A Bola"

8 de Julho de 2009

Multimédia e Eleições do Benfica


Portugal Telecom – Grupo de Telecomunicações & Multimédia, líder do mercado português, e com fortes interesses na América Latina e Palops. Em 2008 facturou 6.734M€. Este grupo empresarial lançou recentemente a Meo (novo serviço de televisão) tendo já assumido o interesse em ser líder nacional na área do fornecimento de televisão, tentando dessa forma destronar a plataforma que actualmente domina o mercado (Zon Tv Cabo).

A sua ligação com o Benfica já tem alguns anos, sendo patrocinador oficial da equipa de futebol (camisola), contratou o naming de duas bancadas do Estádio da Luz (Tmn e Sapo), e foi a plataforma que lançou a Benfica Tv, que se tem revelado um autentico sucesso, tendo permitido à Meo ultrapassar em pouco tempo os 300 mil clientes, tendo chegado mesmo aos 500 mil pedidos de instalação, em poucos meses, após o anúncio da Benfica Tv na Meo.


Nas eleições a sua presença foi indirectamente ligada a movimentações que dão conta do seu interesse em adquirir 30% da Media Capital, que detém a estação televisiva Tvi. Também se chegou a falar que José Eduardo Moniz (actual director da Tvi e candidato a candidato pelo MBVV) poderia incorporar uma nova área de negócios dentro do Grupo Portugal Telecom. A amizade entre Zeinal Bava e José Eduardo Moniz é conhecida, tal com a amizade entre Zeinal Bava e Luís Filipe Vieira.


Zeinal Bava, há uma semana atrás, admitiu que “
os conteúdos são uma das grandes apostas da empresa, mais concretamente o futebol, a produção nacional e o cinema”, também admitiu que o "futebol é “conteúdo "killer"", e ainda se dirigiu ao proprietário dos direitos televisivos nacionais com a seguinte frase “"Rolando [Oliveira da Controlinveste], se tirares o futebol da Sport TV, eu não quero a Sport TV"

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Controlinveste – Grupo de “Media”, líder no mercado nacional, com interesse nas áreas do Multimédia, e o actual detentor dos direitos televisivos do futebol nacional. Desconhece-se a facturação da Controlinveste sendo a única empresa nacional relevante na área das Telecomunicações / Media / Multimédia que oculta os seus Relatórios e Contas. Este grupo empresarial é detentor de 50% do canal desportivo Sporttv (em parceria com a Zon Multimédia). É também accionista de cerca de 2% do capital da Zon Multimédia.

A sua ligação com o Benfica já tem alguns anos, sendo o detentor dos actuais direitos televisivos, contrato que finaliza em 2012/2013, é accionista de 49% da Benfica Multimédia, e já foi accionista de 4% da Benfica SAD. Tem também a exploração do Site Oficial do Sport Lisboa e Benfica. Estes contratos foram assinados de forma a por um fim ao diferendo jurídico que existia entre o Benfica e a Controlinveste desde a era “Vale e Azevedo”. É publico que a Controlinveste e a Zon inviabilizaram a Benfica Tv durante 3 anos, e também é público que o Benfica tem recusado a renovação do actual contrato televisivo, por considerar insuficiente o valor oferecido.


Nas eleições a sua presença não foi directamente ligada a nenhuma candidatura, no entanto são mais do que conhecidas as próximas ligações entre José Eduardo Moniz e Joaquim Oliveira, que deram início ao império “controlinveste”, é publica a declaração elogiosa de Bruno Carvalho sobre Joaquim Oliveira, e que os direitos televisivos poderiam ser vendidos por este candidato por um valor a rondar os 11 a 12M€/Ano. Também é publico o grande destaque que foi dado a Bruno Carvalho nos jornais da Controlinveste, a notícia quase em primeira mão da “exclusão” de Vieira das eleições, e o “exclusivo” da “famosa” fonte do Conselho Superior da Magistratura que pretendia confirmar a “exclusão” de LFV das eleições um dia antes das eleições. É mais do que conhecida a intenção da Controlinveste em assegurar a continuidade dos direitos televisivos do Benfica.


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Cofina – Grupo de “Media”, que assume um papel de destaque em Portugal, tal como a Controlinveste. Em 2008 facturou 144M€. Detém uma participação qualificada na Zon Multimédia. No 1º Semestre de 2009, 90% do lucro da Cofina proveio da participação que detém na Zon Multimédia.

Não são conhecidas grandes ligações entre a Cofina e o Benfica, tanto que o Jornal “Record” e o “Correio da Manha” têm lançado uma campanha negra contra a actual direcção do Benfica. Será resultado de a Benfica Tv não estar na Zon Multimédia, empresa que garantiu à Cofina 90% dos lucros do 1º trimestre de 2009? Ou será um ódio visceral que os move?


Nas eleições este grupo multimédia fez uma grande cobertura ao Movimento “Benfica Vencer Vencer”, tendo existido também destaque à notícia de que a Cofina quererá adquirir uma participação relevante da Media Capital (detentora da Tvi), onde José Eduardo Moniz é Director, e que acabou por se tornar no candidato a candidato do Movimento Benfica Vencer Vencer.


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Zon Multimédia – Grupo de Comunicação e Media, que tenta concorrer com a Portugal Telecom no fornecimento de soluções triple-play (telefone+net+tv). Em 2008 facturou 776M€. É a detentora da Zon Tv Cabo, actual líder de televisão paga em Portugal. É sócia da Controlinveste na Sporttv (canal de desporto que detém os direitos televisivos do futebol nacional).

Não são conhecidas grandes ligações directas entre a Zon Multimédia e o Benfica, já que a Zon Multimédia boicotou o lançamento da Benfica Tv. Indirectamente, por intermédio da sua accionista e sócia Controlinveste tem muitos interesses no Benfica, principalmente ao nível da Benfica Tv (que ainda não tem na sua plataforma de televisão) e dos direitos televisivos dos jogos do Benfica.


Nas eleições do Benfica a sua influência directa não foi visível, no entanto não admirou que dois dos seus accionistas (Controlinveste e Cofina) tivessem dado grande destaque a Bruno Carvalho e a José Eduardo Moniz.


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Media Capital – A media capital é outro dos grandes players dos “media” nacionais, detentor da estação de televisão “Tvi”. Há alguns anos a Media Capital foi vendida aos espanhóis da “Prisa” que actualmente detem cerca de 95% do capital social da Media Capital. Em 2008 facturou 287M€. Actualmente a Tvi tem acordo com a Controlinveste para a transmissão em sinal aberto de jogos da Super Liga. A Media Capital tem acordo com a Zon Multimédia para a exclusividade da Tvi24 na Zon Tv Cabo.

Não são conhecidos negócios directos relevantes entre a Media Capital e o Benfica, no entanto a Tvi tem interesses no futebol nacional, tal como as parceiras Controlinveste e Zon Multimédia.


Nas eleições do Benfica o actual director da Tvi esteve quase para ser candidato à Presidência do Benfica, apoiado pelo Movimento Benfica Vencer Vencer. Nos últimos dias soube-se do interesse da Portugal Telecom e Cofina em adquirir participações muito relevantes da Media Capital à Prisa.


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Prisa – Grupo de “Media” espanhol que tem participações empresariais na península ibérica e América latina. Em 2008 facturou 4.000M€. A Prisa é a actual detentora da empresa portuguesa Media Capital. É publico que a Prisa está interessada em vender participações da Media Capital, existindo vários grupos nacionais (PT e Cofina) interessados, tal como a Media Pro. Também é publico que a Prisa e a Media Pro negoceiam uma possível fusão da área audiovisual.

Não são conhecidos grandes negócios directos entre a Prisa e o Benfica. No entanto a sua subsidiária Media Capital e seus parceiros (Zon Multimédia e Controlinveste) têm grandes interesses na área “multimédia” do Benfica, tal como a Media Pro tem grandes interesses “multimédia” no futebol de Espanha e da América latina.


Nas eleições do Benfica, José Eduardo Moniz, director da Tvi (detida pela Media Capital, que por sua vez é detida pela Prisa) esteve para ser candidato à Presidência do Benfica apoiado pelo Movimento Benfica Vencer Vencer.


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Media Pro – Grupo de “Multimédia” espanhol com interesses em vários países, incluindo Portugal, sendo accionista de 49% do Porto Canal. Em 2008 facturou 960M€. Este grupo detém os direitos mundiais da Liga Argentina, Colombiana e Equatoriana de Futebol. Detém também a comercialização internacional da Liga Espanhola e detém os direitos audiovisuais desportivos de 38 das 42 equipas profissionais espanholas. Explora também a Real Madrid Tv e a Barça Tv. A Media Pro também está interessada em ser accionista da Media Capital (onde José Eduardo Moniz é director da Tvi).

Bruno Carvalho admitiu recentemente que fez uma proposta há alguns anos para a gestão e exploração da Benfica Tv, tendo a Media Pro como parceira.
A 24 de Junho o Diário Económico afirmou "ao que o Económico apurou junto de fontes da Mediapro, o objectivo do grupo de media espanhol é entrar no mercado de direitos de transmissão do futebol português. A Mediapro já controla as transmissões do futebol espanhol e pretende fazer o mesmo em Portugal, tendo como primeiro alvo os direitos de transmissão dos jogos do Sport Lisboa e Benfica."

Nas eleições do Benfica, Bruno Carvalho foi candidato à Presidência tendo ficado em 3º lugar, com 2,7% das intenções de voto, atrás dos votos em branco com cerca de 5,5%. É natural que a Media Pro visse com bons olhos a eleição de Bruno Carvalho para Presidente do Benfica, tal como Pinto da Costa que tem a sua "mais-que-tudo" como "estrela de cartaz" do Porto Canal, gerido por Bruno Carvalho e pela Media Pro.


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Ao contrário do que certos “cola-cartazes” de movimentos oposicionistas e eleitoralistas quiseram fazer crer, de facto existiram 7 grupos empresariais de "multimédia" ibéricos que tiveram grande “interesse” no desfecho do último acto eleitoral do Sport Lisboa e Benfica, devido aos direitos “multimédia” do Benfica!

O interesse no Benfica é tão grande que vários grupos de multimédia tiveram várias estratégias para chegar aos direitos “multimédia” do clube, tendo jogado em vários tabuleiros, apoiando indirectamente os principais movimentos oposicionistas (Bruno Carvalho e o Movimento “Benfica Vencer Vencer”).

Essas movimentações e interesses relativamente ao Sport Lisboa e Benfica, por parte dos diversos Grupos de Multimédia, são perfeitamente compreensíveis, já que se trata do "Maior Clube do Mundo" segundo o Guiness World of Records.

A partir de agora, se os grupos empresariais quiserem adquirir os direitos “multimédia” da Benfica Tv e/ou dos jogos do Benfica, terão de negociar com a direcção eleita, que recebeu o maior número de votos da história do Sport Lisboa e Benfica, e terão de pagar o “justo valor”!!!


Que comece o “leilão”!!!



7 de Julho de 2009

Falcão cucarai

Acerca de Radamel Falcao

A Sport Lisboa e Benfica - Futebol, SAD informa que deixou de ter interesse no jogador Radamel Falcao, que representa o River Plate, da Argentina.

Dadas as indefinições manifestadas pelo jogador e seus representantes em relação à proposta apresentada pelo Benfica, a Sport Lisboa e Benfica - Futebol, SAD informa que o jogador Radamel Falcao deixou de fazer parte dos planos da equipa para a época 2009/10.

in Site oficial do Glorioso Sport Lisboa e Benfica


Se Rui Costa acha que um jogador vale x, já deixou bem claro que não pagará 1.5x. Não entramos em leilões e só vamos até onde achamos ser razoável. Não compramos um 23º defesa-esquerdo só para impedirmos que ele vá para um rival. Não definimos a nossa política de contratações em função de outro clube. Isso seria dar-lhe demasiada importância. Seria quase tão grave quanto entoar cânticos em seu nome mesmo quando está ausente.

Ao invés disso, preferimos manter-nos atentos ao mercado, avaliar várias opções, assegurar a existência de alternativas viáveis. E temos feito isso de forma tão eficaz que a nossa política de contratações até se tornou referência para clubes regionais de menor dimensão. É bom que assim seja. Reconhecimento público é sempre motivo de regozijo.

Por outro lado, nós não precisamos de entreter os adeptos com a contratação de alvos dos nossos rivais, quais prémios de consolação. Isso só faria sentido se fossemos um clube mesquinho e se estivessemos a vender os nossos melhores jogadores. Aí sim, daria muito jeito manter os adeptos ocupados. Isso seria particularmente importante se tivessemos encaixado 300 milhões de euros em transferências de jogadores nos últimos anos e, ainda assim, apresentassemos uma saúde financeira, no mínimo, preocupante.

Caça às bruxas? Não, mas …



A opinião dos benfiquistas é unânime: estamos muito mal representados por “paineleiros” nos diversos programas de TV।

O mais incompetente de todos eles é o imortal cineasta/comentador ou comentador/cineasta que, qual lapa, se agarra ao nome Benfica, prestando ao nosso amado clube, semanalmente, um péssimo serviço. Nos tempos livres, a expensas do Estado, exercita o ego fazendo cinema (?) que nós não conseguimos ver.

Ultimamente, conseguiu unir a incompetência a uma desonestidade intelectual de tal forma gritante, que em alguns momentos os fiéis escudeiros verdes e azuis se viram, perante a insanidade evidente do cineasta estatal, obrigados a refrescar-lhe as caracoletas abdicando da água que lhes vai molhando as gargantas.

A incompetência persegui-o, a desonestidade estava escrita nas estrelas!

A estrela era o José E. Moniz que ele semanalmente elogiava (sem nunca referir o seu nome) utilizando o sangue do Benfica semanalmente derramado pelos seus ataques cobardes e interesseiros.

Finalmente, envolto, por um colete-de-forças após mais uma aparição semanal, desta vez sem causar dano ao Benfica, pois, segundo terá explicado mais tarde, “fui vítima de atropelamento por parte de um bulldozer e fugi covardemente”.

Foi, pois, neste estado lamentável que balbuciou as últimas palavras: “nas eleições, a que a estrela não vai, pois são um golpe estatutário, eu apoio o Bruno Carvalho”.

Não invejo o soldo semanal que recebes e, por mim, podes continuar a recebe-lo mas não voltes a ofender os benfiquistas afirmando-te um dos nossos.

Que a vergonha te impeça do ridículo!

5 de Julho de 2009

O Benfica é nosso e há-de ser

A chama imensa
O Benfica é nosso e há-de ser
Por
ricardo araújo pereira

Imagine o leitor que o presidente de determinado clube diz publicamente, sobre um jogador que acaba de ser contratado, que não tem qualidade – característica que, aliás, partilha com outro compatriota que joga no mesmo clube desde o ano anterior. Não haverá conferência de imprensa em que jogadores e presidente não sejam confrontados com essas declarações, não lhe parece? E se, para fugir à instabilidade que ele próprio causou, o presidente tentar vender imediatamente os jogadores em causa, o clube comprador não deixará de recordar ao vendedor que está a adquirir os direitos desportivos de jogadores sem qualidade, não acha? Eu acho. E era o que aconteceria se Bruno Carvalho tivesse sido eleito presidente. Depois de, com o sentido de responsabilidade que sempre o caracterizou, ter dito que Saviola e Aimar não tinham qualidade (na sua opinião, "se fossem bons, não vinham para o Benfica"), Bruno Carvalho teria de gerir um clube no qual dois dos principais activos, adquiridos por 11 milhões de euros, tivessem moral e valor reduzidos a nada. Pinto da Costa, se pudesse, não faria melhor.
Bruno Carvalho foi, que me lembre, o primeiro a exigir eleições antecipadas. Depois, foi também o primeiro a defender que a antecipação das eleições era uma batota. Estes factos, entre outros, talvez expliquem a razão pela qual Bruno Carvalho tenha tido menos de metade dos votos em branco. Bruno Carvalho tinha um site, uma lista, um projecto. Os votos em branco, não. Bruno Carvalho deu entrevistas, escreveu comunicados, fretou aviões. Os votos em branco, que eu saiba, não. Ainda assim, ou justamente por isso, os votos em branco conseguiram mais do dobro dos votos de Bruno Carvalho. Karl Marx disse que a História se repetia, primeiro como tragédia, depois como farsa. No Benfica, a História repete-se, primeiro como Guerra Madaleno, depois como Bruno Carvalho.


Naqueles 10 minutos em que foi jogador do Milan, Cissokho disse que era o homem mais feliz do Mundo. Agora que voltou ao Porto, percebe-se que desceu duas ou três posições no ranking de felicidade mundial. O pai de Bruno Alves já garantiu à Sky Sports que é altura de o filho sair do clube. Lucho já saiu para o colossal Marselha, que nos últimos 17 anos venceu – peço desculpa, deixem-me só fazer as contas – é isso: zero títulos. Um dos empresários que representa Lisandro López disse ao Jornal de Notícias que o jogador já assinou um pré-acordo para jogar quatro anos no Lyon. Entretanto, já foram indicados como estando a caminho do Porto os jogadores: Luís Garcia, Falcão, Buonanotte, Tiago, Duda, Diego Valeri e Javier Pastore, entre outros. Se ao menos o Benfica conseguisse ter a estabilidade do Porto…

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